Em aproximadamente 10 minutos, o autor deste blog:
1) Transferiu um vídeo de 550 Mb;
2) Converteu este arquivo (AVI) para MP4;
3) Assistiu o vídeo online no iPhone.
Tudo isso foi possível em tão pouco tempo graças ao Put.io, possivelmente uma das maiores surpresas da Web nos últimos tempos. Trata-se de um serviço de armazenamento de arquivos focado em conteúdo multimídia (áudio e vídeo, mas também capaz de armazenar fotos e documentos). O destaque fica por conta da integração com RapidShare e BitTorrent.
É possível, por exemplo, solicitar a transferência de um arquivo de vídeo em torrent para o Put.io e depois assistí-lo online ou baixá-lo por donwload direto. No primeiro caso, basta baixar o gratuito DivX Web Player, disponível para Windows e Macintosh. Também é possível utilizar um reprodutor de vídeo instalado na máquina com suporte a legendas, como os sugeridos VLC Player, MPlayer e KMPlayer.
O episódio citado, de 550 Mb, foi transferido em aproxidamente seis minutos, mas as vantagens não pararam por aí: bastou o clique em um botão para que o vídeo, no formato AVI, fosse convertido quase que instantaneamente para MP4. Aí, foi só acessar o Put.io do navegador do iPhone, efetuar login na conta e assistir o vídeo online no smartphone da Apple.
Também é possível conferir os vídeos no iPad e em dispositivos com Android, além do Playstation 3 e de media centers baseados nas plataformas Boxee e XBMC (nos dois últimos casos, mediante instalação de aplicativos). Não bastasse, é possível assinar feeds RSS com arquivos torrent e, naturalmente, compartilhar seu conteúdo com outros usuários.
Bolso
O único “problema” é que o Put.io é um serviço pago, com planos que vão do básico (10 Gb de espaço + 10 Gb de banda = US$ 4,90) ao Premium (100 Gb de espaço + 100 Gb de banda = US$ 19,90). O mais popular é o Pro (50 Gb de espaço + 50 Gb de banda = US$ 9,90). É possível testá-lo gratuitamente durante três dias.
Vale assistir: prelúdio de Battlestar Galactica mostra nossa sede por máquinas e realidade virtual
18/04/2009

Pode conter spoilers:
No final de semana, assisti ao episódio piloto de Caprica, série de TV que servirá como um prelúdio para Battlestar Galactica, encerrada recentemente depois de quatro temporadas. Para quem não conhece, Galactica é uma releitura de mesmo nome de uma das séries de ficção científica mais bacanas dos anos 80 – mesmo contando com elementos copiados, descaradamente, de Star Wars.
Apesar de uma primeira temporada arrastada, a versão de 2003 é muito melhor do que a oitentista. Elementos de política, religião e filosofia enriquecem a simples guerra homem-máquina. Mais do que isso: elevam tal conflito ao nível de clássicos como Matrix, Terminator e Blade Runner, nos quais a humanidade tenta superar os seus defeitos e a sua própria realidade por meio da máquina.
O problema, pelo menos no campo da ficção científica, é que a máquina sempre se torna superior ao homem e tenta assumir o comando da própria realidade deste – nos filmes, naturalmente, na base da porrada. No novo Battlestar Galactica, a “máquina” é representada por cópias perfeitas do homem. Desnecessário dizer que criadas pelo próprio, com suas qualidades (-) e defeitos (+).
Tais cópias, que inexistiam na série clássica, são a introdução mais significativa da nova versão. Afinal, como não sabemos exatamente quem é quem durante boa parte da história, não sabemos quais os reais objetivos por trás de certos comportamentos ou atitudes. No final das contas, sequer sabemos qual é o lado bom e qual é o lado mal – ou mesmo se isso é relevante.
Second Life versão 99.9
Pois bem: aparentemente o que Caprica tentará explicar é como e por que a humanidade criou tais máquinas a sua imagem e semelhança. Enfim, por que tentou – ou tenta – ser Deus. Adianto: a motivação, no caso da série que estréia na próxima terça-feira, nos Estados Unidos, é a incapacidade de um dos protagonistas, representado pelo ator Eric Stoltz, em lidar com a morte – no caso, da filha.
Pelo menos pelo episódio piloto, não é necessário que você tenha assistido a Battlestar Galactica, mas é bastante recomendável: em vez de batalhas espaciais, mostra o dia-a-dia de Caprica, o planeta destruido logo no início das séries clássicas e nova, o surgimento dos Cylons (robôs-soldados muito parecidos com os stormtroopers de Star Wars) e da família Adama, protagonistas de ambas as Galactica’s.
Para os “geeks”, a obra é um prato cheio: são explorados temas como inteligência artificial, download (e upload) da mente, robótica doméstica e militar, papel eletrônico e realidade virtual – adolescentes usam um aparelho chamado “holoband” para acessar uma ultra-avançada versão de Second Life na qual fazem sexo em grupo, consomem drogas e participam de festas recheadas de violência.
O bacana é que tanto Caprica como a nova Battlestar Galactica tentam deixar no ar a pergunta: “Será que não estamos caminhando para o mesmo destino?”. Pena que isso fique evidente somente na última cena do último episódio de série recém terminada, quando há uma homenagem a… bom, aí seria entregar demais. Veja abaixo um vídeo promocional de Caprica:

O Coda.fm é um novo site de download de músicas pelo protocolo BitTorrent. O destaque fica por conta do desenho simples e organizado. Se não for removido do ar, vai ganhar muitos adeptos. As informações são do blog TorrentFreak.
