Na maior parte do Brasil, elas são chamadas de “Pebolim”. No “país” de origem deste blog, são conhecidas por “Fla-Flu”. Mas o que importa mesmo é que um bando de desocupados alemães está promovendo e inclusão digital deste jogo que, ao lado do futebol de botão, fazia a alegria da gurizada e dos butequeiros antes da chegada de modernidades como Fifa Soccer e Winning Eleven.
Não significa que eles estão criando versões digitais do pebolim, até porque isso não seria novidade, mas tentando conectar as mesas “físicas” do mundo inteiro com a Internet. Os engenheiros da agência interativa SinnerSchrader anunciaram um tutorial que ensina como “hackear” as mesas dotando-as de um processador Arduino, Wi-Fi e alguma programação baseada em código aberto.
De acordo com o PlayBook, um blog da Wired especializado no “mundo conectado dos esportes”, as mesas hackeadas detectam os gols por meio de sensores instalados nas goleiras. A informação é enviada em tempo real para os smartphones dos usuários e pode ser até postada no Twitter – do vencedor e do perdedor.
A justificativa da SinnerSchrader é que as mesas de pebolim são um elemento vital da cultura das agências digitais, sem jamais terem deixado de serem analógicas. A página oficial do “projeto” fala até em montar uma liga de pebolim entre as agências, mas claro queo propósito é promover o próprio trabalho – como você pode ver no vídeo mais abaixo.
O material utilizado no protótipo custa por volta de US$ 200 – quase R$ 326 na data de publicação deste artigo. Parte d tutorial já está disponível, mas tanto o software utilizado para “hackear” as mesas como o aplicativo para smartphones ainda não foram colocados para download.
Em aproximadamente 10 minutos, o autor deste blog:
1) Transferiu um vídeo de 550 Mb;
2) Converteu este arquivo (AVI) para MP4;
3) Assistiu o vídeo online no iPhone.
Tudo isso foi possível em tão pouco tempo graças ao Put.io, possivelmente uma das maiores surpresas da Web nos últimos tempos. Trata-se de um serviço de armazenamento de arquivos focado em conteúdo multimídia (áudio e vídeo, mas também capaz de armazenar fotos e documentos). O destaque fica por conta da integração com RapidShare e BitTorrent.
É possível, por exemplo, solicitar a transferência de um arquivo de vídeo em torrent para o Put.io e depois assistí-lo online ou baixá-lo por donwload direto. No primeiro caso, basta baixar o gratuito DivX Web Player, disponível para Windows e Macintosh. Também é possível utilizar um reprodutor de vídeo instalado na máquina com suporte a legendas, como os sugeridos VLC Player, MPlayer e KMPlayer.
O episódio citado, de 550 Mb, foi transferido em aproxidamente seis minutos, mas as vantagens não pararam por aí: bastou o clique em um botão para que o vídeo, no formato AVI, fosse convertido quase que instantaneamente para MP4. Aí, foi só acessar o Put.io do navegador do iPhone, efetuar login na conta e assistir o vídeo online no smartphone da Apple.
Também é possível conferir os vídeos no iPad e em dispositivos com Android, além do Playstation 3 e de media centers baseados nas plataformas Boxee e XBMC (nos dois últimos casos, mediante instalação de aplicativos). Não bastasse, é possível assinar feeds RSS com arquivos torrent e, naturalmente, compartilhar seu conteúdo com outros usuários.
Bolso
O único “problema” é que o Put.io é um serviço pago, com planos que vão do básico (10 Gb de espaço + 10 Gb de banda = US$ 4,90) ao Premium (100 Gb de espaço + 100 Gb de banda = US$ 19,90). O mais popular é o Pro (50 Gb de espaço + 50 Gb de banda = US$ 9,90). É possível testá-lo gratuitamente durante três dias.
Os principais portais da Internet brasileira estão transmitindo, ao vivo, os jogaços da Liga dos Campeões da Europa, entre outros. O problema é que as partidas são durante a tarde, quando muitos de nós estão no trabalho e não podem se dar ao luxo de permanecer duas horas com as “páginas de ao vivos” abertas no computador.
No caso deste blogueiro, a melhor solução seria assistir aos jogos em uma janela fixa no canto da tela, de forma que não prejudicasse (muito) o trabalho. Como tal possibilidade ainda não é oferecida pelos portais, vai aí uma gambiarra dica para fixar uma janela do navegador com o a transmissão ao vivo acima das demais.
O resultado fica meio tosco, mas dá conta do recado principalmente em monitores maiores. O exemplo abaixo foi capturado em um monitor de 17 polegadas com tela na resolução de 1280 x 1024 – no caso, do jogo Schalke 04 x Manchester United, transmitido nesta terça-feira pelo portal Terra:
Para tornar este cenário possível, é necessário instalar a extensão Always on Top, disponível para Firefox – não encontrei uma similar para Google Chrome e não procurei para Internet Explorer. Observe que, depois que o navegador for reinicializado, vai aparecer um novo botão do lado direito da barra de endereços.
Basta então acessar a página do ao vivo, redimensionar a janela de forma que permaneça aparente somente o player de vídeo e posicioná-la no canto que desejar da tela – para o resultado ficar melhor ainda, dá para ocultar as barras do Firefox.
Com isso, a janela ficará sempre visível mesmo que outras sejam selecionadas pelo usuário. É possível, por exemplo, digitar um texto no Word com o jogo rolando ao lado – se você conseguir manter a concentração, claro.
Dica adicional para usuários de Macintosh: um aplicativo gratuito chamado Afloat permite não somente fixar janelas acima das demais como outras configurações, inclusive deixar o vídeo semitransparente. O resultado fica muito bacana.
A IBM tornou disponível no seu canal de mídias sociais no Youtube um vídeo sobre a “Internet das coisas”, basicamente um cenário no qual determinados objetos estão conectados entre si e, naturalmente, com as pessoas. Por exemplo, você está aguardando o ônibus e o veículo “informa”, automaticamente, a distância em relação à parada e o tempo que levará para chegar a ela. Outra possibilidade é a sua geladeira avisar sobre a falta de leite, informação esta que poderia ser enviada para o carrinho de supermercado conectado no momente que você estivesse providenciando as compras – por meio de tecnologias como identificação por rádio frequência (RFID). Confira (em inglês):
Uma bem acabada animação produzida pela filial japonesa do Google explica o funcionamento do Street View, o serviço que permite visualizar cidades a partir do nível das ruas. O foco é sobretudo em mostrar como a empresa tenta garantir a privacidade das pessoas, ocultando placas de carros, rostos e tudo mais – inclusive, a partir de solicitações. Confira:
Fazia bastante tempo que eu procurava uma solução totalmente online para gerenciar o meu troco. Principal requisito? Muita simplicidade, ou seja, permitir nada mais do que o registro de receitas e despesas de forma a conferir, no final do mês, o tamanho do prejuízo. Além disso, categorias e alguns relatórios.
Até agora, utilizava o Money, bom software da Microsoft que foi descontinuado pela empresa neste ano – havia deixado de ser “localizado” para o mercado brasileiro há 10 anos. Nada disso fazia: eu ainda utilizava o Money (versão 2004 OEM que veio com o notebook da patroa) por falta de opção mesmo.
Testei toda e qualquer alternativa online que apareceu em feeds de RSS, blogs, Twitter, e-mail etc. Todos foram reprovados, sobretudo por dois fatores: funcionalidades demais e localização de menos (alguns não aceitavam separação de casas decimais com vírgula, por exemplo).
É do Brasil!!!
Em julho, conheci o brasileiro Minhas Economias. Não testei o primeiro por muito tempo, mas observei nele características muita interessantes, como a possibilidade de se gerenciar múltiplas contas e vários níveis de categorias, como por exemplo, Carros > Combustível.
No final das contas, o Minha Economias pode ser comparado aos bons estrangeiros pelo critério de simplicidade, mas com a vantagem de estar localizado para os usuários brasileiros, o que não é pouca coisa. Mas o motivo de eu ter testado por pouco tempo o Minhas Economias foi outro:
Dias depois, cheguei ao também brasileiro Organizze e fiquei surpreso: em uma interface bastante bonita e moderna, o site reúne somente o básico na hora de gerenciar os gastos. Permite cadastrar receitas e despesas em um nível de categorias, visualizar relatórios e agendar movimentações.
Cheguei a enviar um e-mail dando os merecidos parabéns e sugerindo apenas duas novas funcionalidades: inserção de saldo inicial e pelo menos dois níveis de categorias, nada além disso. De qualquer forma, já estou migrando para o Organizze. Confira uma demonstração em vídeo:
Vale a pena reservar cinco minutos para ver este vídeo no qual a Microsoft tenta mostrar, de forma muito bacana, a sua visão do futuro da produtividade. Chamam a atenção os diversos exemplos do que vem sendo chamado de “realidade aumentada“:
Microsoft Sustainability from Hana Ken on Vimeo.
Vi no site da HSM.
Vale assistir: prelúdio de Battlestar Galactica mostra nossa sede por máquinas e realidade virtual
18/04/2009

Pode conter spoilers:
No final de semana, assisti ao episódio piloto de Caprica, série de TV que servirá como um prelúdio para Battlestar Galactica, encerrada recentemente depois de quatro temporadas. Para quem não conhece, Galactica é uma releitura de mesmo nome de uma das séries de ficção científica mais bacanas dos anos 80 – mesmo contando com elementos copiados, descaradamente, de Star Wars.
Apesar de uma primeira temporada arrastada, a versão de 2003 é muito melhor do que a oitentista. Elementos de política, religião e filosofia enriquecem a simples guerra homem-máquina. Mais do que isso: elevam tal conflito ao nível de clássicos como Matrix, Terminator e Blade Runner, nos quais a humanidade tenta superar os seus defeitos e a sua própria realidade por meio da máquina.
O problema, pelo menos no campo da ficção científica, é que a máquina sempre se torna superior ao homem e tenta assumir o comando da própria realidade deste – nos filmes, naturalmente, na base da porrada. No novo Battlestar Galactica, a “máquina” é representada por cópias perfeitas do homem. Desnecessário dizer que criadas pelo próprio, com suas qualidades (-) e defeitos (+).
Tais cópias, que inexistiam na série clássica, são a introdução mais significativa da nova versão. Afinal, como não sabemos exatamente quem é quem durante boa parte da história, não sabemos quais os reais objetivos por trás de certos comportamentos ou atitudes. No final das contas, sequer sabemos qual é o lado bom e qual é o lado mal – ou mesmo se isso é relevante.
Second Life versão 99.9
Pois bem: aparentemente o que Caprica tentará explicar é como e por que a humanidade criou tais máquinas a sua imagem e semelhança. Enfim, por que tentou – ou tenta – ser Deus. Adianto: a motivação, no caso da série que estréia na próxima terça-feira, nos Estados Unidos, é a incapacidade de um dos protagonistas, representado pelo ator Eric Stoltz, em lidar com a morte – no caso, da filha.
Pelo menos pelo episódio piloto, não é necessário que você tenha assistido a Battlestar Galactica, mas é bastante recomendável: em vez de batalhas espaciais, mostra o dia-a-dia de Caprica, o planeta destruido logo no início das séries clássicas e nova, o surgimento dos Cylons (robôs-soldados muito parecidos com os stormtroopers de Star Wars) e da família Adama, protagonistas de ambas as Galactica’s.
Para os “geeks”, a obra é um prato cheio: são explorados temas como inteligência artificial, download (e upload) da mente, robótica doméstica e militar, papel eletrônico e realidade virtual – adolescentes usam um aparelho chamado “holoband” para acessar uma ultra-avançada versão de Second Life na qual fazem sexo em grupo, consomem drogas e participam de festas recheadas de violência.
O bacana é que tanto Caprica como a nova Battlestar Galactica tentam deixar no ar a pergunta: “Será que não estamos caminhando para o mesmo destino?”. Pena que isso fique evidente somente na última cena do último episódio de série recém terminada, quando há uma homenagem a… bom, aí seria entregar demais. Veja abaixo um vídeo promocional de Caprica:

A PC World norte-americana publicou uma lista com os 10 sites que poderão ser importantes neste ano. O destaque fica por conta do Power.com, uma espécie de integrador de redes sociais desenvolvido no Brasil – e que estaria sendo processado pelo Facebook.
Os demais são:
TV.com: portal sobre séries de TV da cNet;
Qik: transmissão de vídeos ao vivo por telefone celular;
Boxee: media center integrado com diversos serviços;
Storefront: aplicação para Blackberry;
Loopt: aplicação para iPhone baseada em localoização (GPS);
Blip.fm: um Twitter de música
Tweetag: ferramenta de busca de “Tweets”
Hi5: rede social
Tripit: assistente de viagens
YouTube começa a oferecer download de vídeos
19/01/2009
De acordo com os blog oficial do Miro – para quem não conhece, um dos melhores softwares de download de vídeos da atualidade -, o Youtube está tornando disponível links para download de seus vídeos (canto inferior esquerdo do player):

Aparentemente, os primeiros exemplos da funcionalidade foram encontrados em um canal especial sobre a transição do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Um deles pode ser visto aqui.




